Além de ser responsável pelo abastecimento de matéria-prima para as fábricas de papel da Klabin, a Unidade Florestal da empresa é a maior fornecedora nacional de toras originadas em florestas plantadas e certificadas para serrarias e laminadoras.

Em dezembro de 2012, a companhia tinha 505 mil hectares de terras, sendo 242 mil hectares de florestas plantadas para uso econômico e 213 mil de florestas nativas preservadas. No ano, foram plantados 14 mil hectares, sendo 13 mil em terras próprias e 648 hectares em terras de terceiros.

Toda a madeira plantada passa por processo de colheita mecanizada, o que garante melhor produtividade, confiabilidade e segurança, com menores perdas e custos reduzidos.

O mercado brasileiro de madeira permaneceu estável em relação em 2011. A movimentação da Klabin no ano envolveu 10 milhões de toneladas, divididas entre toras de madeira vendidas a serrarias, cavacos de pinus e eucalipto para a fabricação de celulose e papel e, ainda, resíduos para a produção de energia das fábricas da Klabin.

O volume de vendas de toras para serrarias e laminadoras totalizou 2,9 milhões de toneladas em 2012, 5% superior ao de 2011. A receita líquida alcançada com essa operação foi de R$ 293 milhões, 11% superior. Esse resultado é reflexo, principalmente, da depreciação do real frente ao dólar, que tornou a exportação de produtos de madeira mais atrativa aos clientes a partir do segundo semestre. A venda de madeira da empresa Florestal Vale do Corisco foi de 1,4 milhão de toneladas, empresa da qual a Klabin detém 51% de participação.

Entre os destaques da Unidade Florestal em 2012 está a introdução do programa de Gerenciamento Matricial de Despesas (GMD), que identificou oportunidades de melhoria nos processos da unidade, resultando na redução analisada em R$ 40 milhões em custos.

Também foi continuado o processo de primarização das atividades florestais. Em Santa Cantarina, foram adquiridos novos equipamentos de colheita e, no Paraná, a operação de preparo do solo para o novo período de plantio foi concluída na Unidade Monte Alegre. As novas máquinas, com tecnologia mais avançada, permitiram ganhos de qualidade e redução de custos.

Na área de melhoramento genético, a Klabin avançou no plano diretor de pesquisa, que tem como principal objetivo aumentar a quantidade de fibras por hectare plantado por ano. Para isso, foram mantidas as parcerias com universidades e institutos de pesquisa no Brasil e no exterior que têm como objetivo entender a ecofisiologia das espécies nos diferentes ambientes. Fruto desse trabalho, o rendimento da produção de eucaliptos da Klabin saltou de 9,9 toneladas de celulose/hectare em 2005 para 13,5 toneladas em 2012.

Foi adotado ainda um sistema de rastreamento e monitoramento na área de logística florestal no Paraná, que permitiu o acompanhamento dos trajetos percorridos por cada caminhão, com o objetivo de melhorar a produtividade, aumentando o número de viagens por dia. Para 2013, a Unidade planeja realizar um estudo detalhado da rede viária para otimizar o uso das estradas da região e abrir novas vias que ajudem a encurtar distâncias.