A Klabin mantém algumas iniciativas para promover o desenvolvimento econômico das comunidades e a geração de renda das populações do entorno de suas fábricas. A mais importante dessas iniciativas é o Polo Madeireiro de Telêmaco Borba (PR), que, desde sua criação em 1993, já atraiu 87 indústrias que criaram mais de 4,3 mil empregos. Desenvolvido em parceria com a Prefeitura Municipal, o Senai (Serviço Nacional da Indústria) e o Cetmam (Centro de Tecnologia da Madeira e do Mobiliário), o programa tem o objetivo de capacitar mão de obra local para atuar na indústria da madeira e em marcenarias. Ao longo dos anos, o programa triplicou a receita e aumentou a arrecadação de ICMS do município.

Como suporte ao abastecimento madeireiro regional, foi criada em 2011 a Agência de Desenvolvimento da Cadeia de Madeira do Médio Rio Tabagi para o fomento da cadeia produtiva, atraindo outras empresas com o estímulo à formação de distritos industriais para a verticalização do processamento da madeira. Atualmente, a Klabin abastece quase integralmente o polo, cujas empresas, entre serrarias e laminadoras, exportam quase 100% de sua produção.

A Klabin desenvolve, desde 2007, o Programa de Apicultura e Meliponicultura, na Unidade Monte Alegre, em Telêmaco Borba, que conta com a participação de 24 apicultores da região e tem 26 apiários instalados, com 25 colmeias cada, em média. O objetivo é aproveitar o potencial da rica flora das áreas florestais, preservando a biodiversidade e exercendo a responsabilidade social.

No programa, a Klabin cede suas florestas para impulsionar o desenvolvimento das cadeias produtivas que trazem benefícios ao meio ambiente e às comunidades, especialmente na geração complementar de renda. A iniciativa, em parceria com a Associação de Apicultores de Telêmaco Borba e com a Cooperativa Caminhos do Tibagi, opera uma unidade de beneficiamento que prepara e distribui o mel e seus derivados de acordo com as exigências legais e de mercado. As espécies manejadas são as abelhas nativas, conhecidas como indígenas, meliponíneos ou melíponas, e abelhas exóticas adaptadas.

Em 2012, mesmo com o excesso de chuvas na região, a produção alcançou 14,72 toneladas, com média de 22,6 quilos por colmeia, perto da média nacional, de 25 quilos. O volume foi 1,8% superior ao registrado em 2011, de 14.450 quilos.

Objetivando expandir a escala e a velocidade do apoio à cadeia produtiva do mel a partir do uso racional e controlado das florestas, o Programa de Apicultura da Klabin incluiu ainda duas novas associações, a APOMEL, do município de Ortigueira, e a AAPICAF, de Arapoti, em 2012.