Para garantir o crescimento dos negócios e gerar valor, a Klabin investe constantemente em pesquisa e inovação em produtos e tecnologias que a tornem mais competitiva, desde a performance de suas florestas e elos do processo produtivo até a gestão do impacto de seus produtos.

Em 2012, teve início o processo de fusão entre as áreas de P&D Industrial e Florestal, com o objetivo de aumentar a sinergia entre a produtividade das florestas e a demanda das unidades industriais abastecidas por elas. A fusão, com conclusão prevista para 2014, deve pautar o planejamento estratégico da companhia e seu plano diretor florestal, assegurando o manejo das florestas para o abastecimento contínuo de madeira.

Com olhar mais amplo e ação mais estratégica, a área de P&D consolidada atua em diversos elos da cadeia de produção:

  • aprimoramento de processos de plantio e manejo de pinus e eucalipto para aumento da produtividade
  • desenvolvimento de novos produtos e melhorias nos projetos existentes para adaptá-los a necessidades de clientes ou a um melhor desempenho econômico e ambiental
  • otimização de processos de fornecedores para melhorar a flexibilidade das unidades nas compras de insumos e serviços
  • soluções para questões das propriedades físicas das embalagens, como barreiras (água, vapor, gordura, pragas), porosidade, permeabilidade e rugosidade, e na conversão (corte, vincagem, colagem, fechamento e impressão)
  • avaliação do desempenho dos produtos em aspectos ambientais, de qualidade, produtividade, saúde e segurança

Entre as pesquisas conduzidas pela área de P&D em 2012, estão estudos nas áreas de melhoramento genético, nanotecnologia e biorrefinaria, desenvolvidos pela própria companhia ou em parceria com instituições de pesquisa no Brasil e no exterior, como as universidades de Viçosa (MG), de Toronto (Canadá) e da Carolina do Norte (EUA), além da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ), em Piracicaba (SP).
 

Projetos de melhoria contínua conduzidos pela área de P&D em 2012

Área de pesquisa Escopo
Melhoramento genético clássico Desenvolvimento de clo nes mais resistentes ao frio e às geadas, com foco no aumento da produtividade e no rendimento do volume de celulose.
Biorrefinaria Melhorar o aproveitamento de resíduos para geração de produtos de maior valor agregado. Um exemplo é o estudo feito com a lignina – um dos componentes da madeira –, que além de servir como biomassa para produção de energia, pode ser fracionada para a fabricação de outros produtos, como insumos usados em compostos absorventes, notadamente fraldas e absorventes íntimos.
Nanotecnologia Em parceria com o PFI (Instituto Norueguês de Pesquisas de Papel e Fibras), o projeto visa avaliar o potencial da celulose para ser transformada em nanofibra (microfibra de celulose), para seu uso como componente na fabricação do papel, a fim de reduzir gramatura com resistência igual ou superior.
Barreira Em parceria com o VTT (Technical Research Centre), da Finlândia, o projeto visa o desenvolvimento de embalagens com melhor desempenho em ambientes adversos, como frio, vapor, gordura e água.
Papel miolo Avaliar a pasta semiquímica usada para a fabricação do papel miolo, a fim de melhorar a resistência das embalagens de frutas.
Biotecnologia Entender melhor a utilização de catalisadores biológicos como um recurso para reduzir o consumo de energia no refino de celulose para fabricação de papel.

 
A Klabin também tem uma parceria com o Instituto de Pesquisa e Estudos Florestais (IPEF) para avaliação do impacto das mudanças climáticas no rendimento das florestas. Desde sua criação, o IPEF tem estabelecido ligações entre empresas e universidades para o desenvolvimento de técnicas de melhoria da qualidade e da produtividade das florestas. Entre as temáticas estudadas em 2012, estiveram o monitoramento de bacias hidrográficas, a produtividade de pinus no Brasil, a proteção, certificação e melhoramento florestais, além da análise da tolerância de clones quando expostos a grandes variações de temperatura e quantidade de água. Os resultados destes estudos deram base e abriram caminhos para a Klabin pensar no desenvolvimento de uma matriz própria de vulnerabilidades às mudanças climáticas, com conclusão prevista para 2013, que apontará fragilidades e oportunidades de melhoria frente aos efeitos que as mudança do clima poderão ter sobre os negócios da companhia.