Batizado de Puma, em referência ao animal nativo das florestas do Paraná, o estudo para a construção de uma nova unidade de celulose da Klabin deu importantes passos em 2012 para sua concretização.

No início do ano, mesmo antes de ser decidido o local que abrigaria o empreendimento, foi assinado um convênio entre os 12 principais municípios fornecedores de matéria prima para o Projeto Puma prevendo a distribuição entre eles de 50% do adicional de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) gerado com a nova fábrica. Essa distribuição terá como critérios aspectos relativos ao tamanho da população, a origem da madeira consumida nas fábricas da Klabin e a evolução do Índice de Desenvolvimento Municipal (IDM) do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (IPARDES).

O aprofundamento dos estudos de implementação da nova fábrica resultou na escolha do município de Ortigueira (PR) como o local que melhor atende aos requisitos necessários para o desenvolvimento do projeto.

Ortigueira, município com o menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Paraná, segundo a ONU, terá um impulso relevante em sua economia e desenvolvimento social com a implantação do novo empreendimento.

A partir da escolha do município, foi elaborado o estudo e o relatório do impacto ambiental (EIA-RIMA) que avaliou multidisciplinarmente aspectos sociais, históricos e ambientais tais como a qualidade da água, ar e solo do local de instalação, nível de ruído, investigação arqueológica, entre outros elementos passíveis de monitoramento com a implementação da fábrica.

Em dezembro de 2012, a Licença Ambiental de Instalação, documento que autoriza a construção da fábrica, foi  emitido pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP).

Além dos requisitos legais para a obtenção da Licença e objetivando pensar no desenvolvimento sustentável da área influenciada por sua nova unidade, a Klabin mapeou as principais necessidades da região a partir do engajamento de partes interessadas nas comunidades, envolvendo a sociedade civil, instituições de ensino, o poder público  dos municípios da região e colaboradores da própria empresa.

Como próximos passos, estão previstos o aprofundamento da compreensão das realidades locais, o engajamento de atores-chave e o mapeamento de oportunidades, para que a proposta da empresa para o desenvolvimento da região esteja de acordo com os anseios, expectativas e demandas locais.

Já o Governo do Estado do Paraná, para cooperar nas diversas etapas do projeto, criou uma Unidade de Gerenciamento de Projetos que visa garantir as condições necessárias à implantação da nova unidade da Klabin. O grupo atuará em conjunto com os diretores da empresa e com a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP) para discutir alternativas fiscais, ambientais, de infraestrutura e de qualificação profissional para viabilizar o empreendimento. A proposta envolve, ainda, suporte na área social, com a construção de escolas, unidades de saúde e reforço no policiamento.